P. EaD: planos para meu High School

Desde os meus anos no Elementary School, a arte sempre foi minha linguagem. Passava horas desenhando no papel, experimentando materiais como lápis de cor, canetinha e aquarela. Cada um trazia um resultado diferente, e eu adorava descobrir novas formas de dar vida às minhas criações. Era um processo puramente intuitivo: eu simplesmente pegava o que tinha à mão e deixava a imaginação fluir.


A transição para o Middle School marcou uma guinada. Foi quando descobri o desenho digital e um universo completamente novo se abriu. Comecei a explorar aplicativos de ilustração e percebi o potencial infinito que eles ofereciam. Movida por essa nova paixão, criei perfis no TikTok e no Instagram para compartilhar minha jornada e me conectar com outros amantes de arte. Para aprimorar minha técnica, mergulhei nos cursos da Doméstika. Eles me ensinaram desde conceitos avançados de ilustração digital até composição, teoria de cores e criação de personagens. Cada aula refinava um detalhe, e eu sentia minha evolução artista tomando forma. Paralelamente, aprendi a usar o CapCut sozinha, e comecei a gravar e editar vídeos do meu processo criativo, especialmente das fanarts. Adorava transformar esses registros em algo dinâmico, escolhendo músicas, transições e efeitos que dialogassem com a essência de cada desenho. Participar de trends e ver as pessoas interagindo com meus vídeos foi incrivelmente motivador. Percebi que a arte é uma ponte: cada curtida, comentário ou compartilhamento era um sinal de que eu estava me conectando com uma comunidade que compartilha dos mesmos interesses.


Agora, no High School da Clonlara School, quero levar essa paixão para um novo patamar e integrar outras paixões também. Decidi focar meus estudos em arte e realizar um STEM em Artes. Mas, sabe quando a gente descobre que tem várias paixões e parece que elas não se conversam? Pois é, eu também já pensei isso. Mas, me organizando para o meu Capstone Project, percebi que minhas áreas de interesse não são desconexas — na verdade, elas são faces de uma mesma moeda: a imagem como território de expressão, reflexão e diálogo com o mundo. Vem comigo que eu explico como meu projeto de design gráfico, os livros de ilustrações que eu quero elaborar, e a exposição virtual sobre fandom IA que pretendo montar com meu irmão, vão se unir para formar minha identidade artística.


🎨 Projeto 1: Minha Marca, Meu Manifesto Visual (@ninhatendaencantada)

Tudo começa com uma pergunta: como uma artista se posiciona no mundo? Foi pensando nisso que mergulhei na criação da minha própria marca como ilustradora.

Criar um logotipo, escolher paleta de cores, definir tipografia, traço, tom de comunicação e público-alvo pode parecer "só design", mas pra mim foi muito mais. Foi responder a perguntas essenciais: que universo simbólico eu quero habitar? Que valores minha estética comunica? Que história sustenta tudo o que eu crio?

A @ninhaencantada não é só um perfil bonito. É meu cartão de visitas como artista e, ao mesmo tempo, um manifesto visual sobre quem eu sou e o que quero comunicar. O design aqui vira linguagem estratégica — e identidade.


📖 Projeto 2: "Quietude & Resistência" — A Poesia em Imagens

Se a marca é minha identidade pública, o livro será meu diário filosófico e poético. "Quietude & Resistência" reunirá ilustrações feitas em aquarela, giz pastel e meio digital. Cada técnica será escolhida com cuidado para explorar texturas, atmosferas e sensibilidades diferentes. Mas o livro não será só imagem bonita. O prólogo revelará um posicionamento crítico sobre temas que me movem: educação, liberdade, construção de sentido. Será a minha visão de mundo encontrando espaço no papel. Palavra e imagem se encontrando pra criar uma experiência estética integrada — e o livro se tornará, de certa forma, o corpo conceitual da minha marca. Ele dará densidade teórica e sensibilidade autoral ao universo visual que estou construindo.


🌐 Projeto 3: "O Fandom em Diálogo com a IA" — Eu no Debate Contemporâneo

E aí o foco se amplia. No projeto que vou desenvolver com o Davi, uma exposição virtual sobre fandom e inteligência artificial, sairei do universo autoral individual e entrarei em um território coletivo e investigativo.

A exposição me desafiara a olhar para as culturas participativas, as narrativas que a gente ama (e reconta) e as novas fronteiras entre criatividade humana e IA. Aqui, exercerei um olhar curatorial, pensamento crítico e leitura cultural do presente. E, claro, tudo isso usando ferramentas de design: organização de informação, hierarquia visual, narrativa interativa, experiência do usuário. É a prática do design gráfico a serviço da reflexão cultural.


O Fio Condutor: A Imagem Como Território

Olhando pra esses três projetos, o que une tudo é a imagem — mas a imagem em três papéis diferentes:

· No primeiro projeto, a imagem construindo identidade profissional (quem eu sou como artista).

· No segundo projeto, a imagem construindo interioridade e posicionamento filosófico (o que eu penso sobre o mundo).

· No terceiro projeto, a imagem problematizando a produção coletiva (como a gente cria junto na era digital).


O que eu espero levar disso tudo?

Esse percurso, assim eu espero, me mostrará que criar não é só dominar técnica — é também interpretar e contextualizar. Tem desenvolvimento técnico (diferentes mídias, identidade visual, design digital), desenvolvimento conceitual (reflexão sobre liberdade, educação, resistência cultural) e desenvolvimento crítico (análise do fandom e da IA como fenômenos do nosso tempo).

No fim, meu Capstone Project será uma investigação sobre como a arte visual pode ser espaço de autonomia — pessoal, estética e cultural. A marca afirmará minha voz. O livro aprofundará minha visão de mundo. A exposição vai me inserir em um debate contemporâneo mais amplo.

Não é uma coleção de interesses soltos. Será um percurso coeso que junta maturidade artística, consciência crítica e competência técnica. É o meu jeito de mostrar que design gráfico não é só ferramenta — é linguagem, é posicionamento, é identidade.

E agora a jornada continua! Em breve trago mais novidades sobre cada etapa. Quem mais por aqui está construindo um projeto que une várias paixões? Me conta nos comentários!

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