P. Histórias: Narratologia

 Narratologia: Explorando Propp e Ricoeur

Como eu tive que estudar Propp e Ricoeur no meu doutorado, aí quis aproveitar para ajudar nos projetos da Ana e do Davi. Então, sentamos juntos e eles descreveram num prompt o que entenderam e pedimos a ajuda do chatGPT para escrever esse texto.

A narratologia é o estudo das estruturas e dos elementos que compõem as narrativas. Esse campo busca entender como as histórias são construídas e quais mecanismos influenciam a forma como as percebemos e interpretamos. Dentro desse estudo, dois teóricos se destacam: Vladimir Propp, com sua análise das funções narrativas no conto popular russo, e Paul Ricoeur, que explora a relação entre tempo e narrativa.


Vladimir Propp e as Estruturas Narrativas

Vladimir Propp (1895-1970) foi um linguista e folclorista russo que analisou a estrutura das histórias populares e identificou padrões recorrentes. Em sua obra Morfologia do Conto Maravilhoso, ele identificou 31 funções narrativas que se repetem em diversas histórias, independentemente da cultura.

Entre essas funções estão:

Ausência (alguém importante está longe, como os pais de um herói);

Interdição (um aviso ou proibição, como "não abra esta porta");

Transgressão (o protagonista quebra a interdição);

Provação (o herói passa por testes ou desafios);

Recompensa (após superar obstáculos, o herói é recompensado).

A estrutura de Propp é fundamental para entender padrões narrativos em contos de fadas, mitos, filmes e até jogos de videogame. No caso de Davi e Ana, esse modelo pode ser visto em diversas histórias que eles exploram, desde Naruto até contos celtas e jogos de RPG.


Paul Ricoeur e o Tempo na Narrativa

Paul Ricoeur (1913-2005) trouxe uma abordagem filosófica à narratologia, focando na relação entre tempo e narrativa. Em sua trilogia Tempo e Narrativa, ele argumenta que as histórias são uma maneira de dar sentido ao tempo, organizando eventos em uma sequência coerente.

Ricoeur distingue três níveis de narrativa:

1. Pré-configuração (mimesis I): O mundo real já possui elementos narrativos antes mesmo de serem organizados em uma história.

2. Configuração (mimesis II): O momento em que a história é estruturada e contada.

3. Re-configuração (mimesis III): A interpretação do leitor/espectador, que ressignifica a narrativa com base em sua experiência.

Esse pensamento é essencial para entender como interpretamos histórias, pois o significado de uma narrativa não está apenas no que é contado, mas também em como o público a vivencia e reconstrói. Ana, por exemplo, ao criar ilustrações baseadas em histórias que lê, está participando da "re-configuração" do sentido da narrativa. Davi faz o mesmo ao analisar como o enredo dos jogos se desenrola de acordo com as escolhas do jogador.


Narratologia nos Estudos de Ana e Davi

O estudo da narratologia permite entender como histórias são criadas e como nós, como fãs e criadores, podemos interagir com elas. Ana e Davi estão sempre imersos nesse processo: seja lendo mangás, jogando, escrevendo ou criando ilustrações, eles estão aplicando conceitos de Propp e Ricoeur ao seu modo.

Com esse conhecimento, podemos aprofundar ainda mais nossas análises de narrativas, seja no Blogger do Clube de Estudos ou em qualquer outra forma de expressão criativa que escolhemos. Afinal, entender como as histórias funcionam é essencial para contá-las melhor.


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