P. HQs: A fragmentação em Daytripper


Eu li um livro em quadrinhos chamado Daytripper. É uma história sobre um cara chamado Brás. E sabe o que é curioso? Esse livro não conta a vida dele de um jeito normal, tipo começando quando ele nasceu e terminando quando ficou velhinho. Não. Cada capítulo mostra um dia diferente da vida dele, como se fossem pedacinhos soltos. Às vezes ele tá jovem, outras vezes já tá mais velho, e a gente vai pulando nesses momentos, pra frente e pra trás no tempo, como se fosse um quebra-cabeça.

E tem uma coisa que no começo parece meio estranha, mas depois faz a gente pensar muito: no final de cada capítulo... o Brás morre. De jeitos diferentes, em situações diferentes. E não é porque ele morreu de verdade mil vezes, sabe? É como se a história estivesse perguntando pra gente: “E se você morresse hoje? Sua vida teria feito sentido? Você viveu do jeito que queria?”

O mais bonito desse livro é que ele mostra como cada escolha que a gente faz muda nossa vida. Tipo, se o Brás tivesse ido pra um lugar e não pra outro, conhecido uma pessoa ou seguido outro caminho, tudo ia ser diferente. E aí a gente começa a pensar: “E eu? O que eu quero fazer da minha vida? O que é importante de verdade pra mim?”

Os desenhos são muito lindos e a história mistura coisas do dia a dia — como família, amigos, trabalho — com pensamentos bem profundos, tipo aqueles que a gente tem quando olha pro céu e fica imaginando: “Por que a vida é assim? Por que as pessoas morrem? O que eu vim fazer aqui?”

No fim, Daytripper não é só uma história de quadrinhos. É tipo um lembrete! De que a vida é feita desses pedacinhos, desses dias que parecem simples, mas que são tudo o que a gente tem. E que, no fundo, cada dia pode ser o mais importante da nossa vida.

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