P. Histórias: By Any Media Necessary

Resumo de By Any Media Necessary: The New Youth Activism


O livro By Any Media Necessary: The New Youth Activism, de Henry Jenkins, Sangita Shresthova, Liana Gamber-Thompson, Neta Kligler-Vilenchik e Arely M. Zimmerman, explora como os jovens ativistas utilizam diversas mídias para expressar suas vozes e promover mudanças sociais. A obra analisa o impacto das novas tecnologias e do ativismo digital na política, destacando o conceito de transmedia mobilization, no qual múltiplos canais são usados para envolver diferentes públicos.


Principais ideias do livro:


1. Participação política além das instituições tradicionais

O livro argumenta que os jovens estão cada vez mais céticos em relação às instituições políticas tradicionais e, em vez de dependerem delas, encontram maneiras alternativas de mobilização por meio das mídias digitais. Isso inclui campanhas virais, memes, vídeos no YouTube e outras formas de comunicação descentralizadas.

2. O papel da cultura pop no ativismo

Muitas campanhas de ativismo juvenil utilizam referências da cultura pop, como Harry Potter e Os Vingadores, para engajar e mobilizar comunidades. O livro cita grupos como a Harry Potter Alliance, que transforma o amor pelos livros em ações sociais concretas.

3. A relação entre ativismo e vigilância

A obra também discute os desafios enfrentados por ativistas que, ao utilizarem redes sociais, ficam expostos a monitoramento governamental e a possíveis represálias. A luta por privacidade e segurança digital torna-se, assim, parte do ativismo contemporâneo.

4. O caso Kony 2012 e as limitações do ativismo digital

Um capítulo analisa a campanha Kony 2012, que viralizou nas redes sociais mas foi criticada por simplificar questões políticas complexas. Isso ilustra como campanhas digitais podem ganhar grande alcance, mas também enfrentar desafios na conversão de engajamento online em mudanças reais.

5. Os DREAMers e a luta por direitos dos imigrantes

O livro examina como jovens imigrantes indocumentados nos EUA usaram mídias digitais para divulgar suas histórias, criar redes de apoio e pressionar por mudanças na legislação, exemplificando o poder do ativismo narrativo.

6. Libertários e o uso de novas mídias no discurso político

A obra também explora como jovens libertários utilizam plataformas digitais para difundir suas ideias, evitando os canais políticos tradicionais e criando conteúdos próprios para disseminar sua visão de mundo.


Conclusão


By Any Media Necessary mostra como os jovens estão reinventando o ativismo e a participação política ao utilizar as ferramentas disponíveis para amplificar suas vozes. O livro sugere que, ao invés de substituir os métodos tradicionais de engajamento, as mídias digitais complementam e transformam a maneira como os movimentos sociais operam.


Recursos do livro 


Ler esse livro e compartilhar essas ideias com nossos filhos foi um excelente recurso para aprofundar os estudos da Ana e do Davi sobre fandom, especialmente no que diz respeito ao impacto cultural e político das comunidades de fãs. Por exemplo:


1. Relacionando Fandom e Ativismo

O livro discute como grupos como a Harry Potter Alliance e os Nerdfighters transformam a paixão por fandoms em ação social. Isso ajudou a Ana e o Davi a refletirem sobre como seus próprios interesses em mangás, HQs e videogames podem ser usados para criar impacto.

Atividade: Pedimos para eles pesquisarem exemplos de campanhas sociais ligadas a fandoms (Save the Expanse, Release the Snyder Cut, entre outras) e compartilharem aqui no Blogger.


2. Criando Narrativas Ativistas no Estilo de Fandom

O livro explora a ideia de transmedia mobilization, onde diferentes mídias são usadas para engajar públicos. Isso inspirou Ana e Davi a criar projetos transmídia dentro do fandom, como usar TikTok, blogs e ilustrações para expressar ideias.

Atividade: Sugerimos pensar um projeto transmídia que una fanart, storytelling e análise crítica, por exemplo, um post no blog sobre representação de minorias em Blue Lock ou um vídeo analisando narrativas de empoderamento feminino em um mangá.


3. Explorando Identidade e Representação no Fandom

O livro aborda como jovens de diferentes origens usam a mídia para expressar suas identidades. Isso ajudou Davi e Ana a refletirem sobre questões de representação nos fandoms que eles acompanham.

Atividade: Conversamos sobre fazer uma análise de como diferentes grupos são representados em seus animes e HQs favoritos, conectando com discussões do livro sobre inclusão e diversidade.


4. Compreendendo o Engajamento Online dos Fãs

O livro explica como os fãs se organizam e mobilizam em redes digitais. Isso ajudou Ana a aprimorar estratégias para seu projeto na Etsy e Davi a entender como comunidades podem influenciar narrativas de jogos e quadrinhos.

Atividade: Apontamos para a possibilidade de pesquisa e comparação de como diferentes fandoms se mobilizam online, como as campanhas para resgatar séries canceladas ou influenciar enredos de jogos.


Esse livro serviu como um material de estudo para que eles vejam o fandom não apenas como um espaço de entretenimento, mas como uma plataforma de expressão, colaboração e impacto social. 


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