P. Cine&Tela: A metaficção em One Punch Man

"One Punch Man", criado por ONE e ilustrado por Yusuke Murata, se passa em um mundo onde monstros e vilões ameaçam a paz da humanidade. Heróis são organizados em uma associação para proteger cidades e combater essas ameaças. O protagonista, Saitama, é um herói com poderes absurdamente fortes, capaz de derrotar qualquer adversário com um único soco, mas que se encontra entediado com a falta de desafios verdadeiros.



Eu comecei lendo o mangá e simplesmente devorei todos os capítulos. A arte do Murata é impressionante, os traços dos monstros, as cenas de luta... Tudo muito bem feito. Depois fui ver o anime e, para minha surpresa, a adaptação é perfeita. As cenas de ação são muito bem animadas e a trilha sonora torna tudo mais épico. 

No começo vem um estranhamento questionando qual seria a graça de um herói que resolve tudo com um soco só. Reparei que o Saitama não é um herói convencional. Sua visão de mundo, meio desinteressada e irônica, faz a gente questionar o que realmente significa ser um herói. Em determinado momento, ele chega a olhar diretamente para a câmera e fazer um comentário sobre como as coisas funcionam em animes uma "quebra da quarta parede".

A série faz uma sátira inteligente dos clichês de super-heróis. Enquanto o Genos, discípulo do Saitama, é todo dramático e leva tudo muito a sério, o Saitama só quer saber de promoções de supermercado. E o Mumen Rider, um herói que luta de bicicleta sem nenhum poder especial, mas que nunca desiste? Talvez ele seja o verdadeiro herói da história, e passamos um bom tempo discutindo isso.

O mais interessante de toda essa experiência foi perceber como a história nos fez refletir sobre questões mais profundas. O que realmente importa quando se atinge um poder absoluto? O Saitama busca propósito e reconhecimento, mas ao mesmo tempo não se importa com fama ou status. É um tema bastante profundo para um mangá que, na superfície, é sobre um careca dando socos em monstros. Então, eu trouxe a história para as conversas com a minha família não hora do almoço e discutimos teorias, analisamos os personagens.

Então é isso: One Punch Man não é apenas um mangá ou anime de luta. É uma história que faz rir, emociona e ainda provoca reflexões sobre tudo que achávamos que sabíamos sobre heróis. E o melhor de tudo? Poder compartilhar isso com minha família e vê-los se encantando também. Recomendo demais!

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