P. Cine&Tela: Minha Jornada na Produção de Conteúdo com IA

Dando continuidade às reflexões do meu projeto "Autoria de IA em Narrativas Digitais", hoje compartilho os bastidores da minha própria produção. Não me limitei à teoria; criei uma série de conteúdos experimentais no TikTok para testar uma premissa fundamental: A IA é apenas uma extensão do meu braço ou ela reivindica uma parcela da autoria?

Neste "laboratório digital", utilizei ferramentas generativas para potencializar a educação através dos games e para reinterpretar clássicos da cultura pop.

I. Tese: A IA como "Prótese de Criatividade"

Minha experiência prática revelou que a IA pode tornar a imaginação tangível de forma acelerada. Ao produzir vídeos sobre a evolução humana em Ancestors: The Humankind Odyssey ou a organização social em Dawn of Man, a IA me permitiu sintetizar conceitos educativos complexos em narrativas visuais rápidas e atraentes.

Ação: Usei algoritmos para roteirização e narração, transformando o gameplay em pílulas de conhecimento histórico e biológico.

Resultado: A curiosidade é potencializada quando a barreira técnica da edição é reduzida pela automação.

II. Antítese: O Conflito de Identidade e a "Padronização do Olhar"

Ao explorar obras densas como o anime Berserk e o universo de The Witcher, deparei-me com o "ponto cego" da tecnologia. A IA tende a operar sobre médias estatísticas:

O Erro de Autoria: Onde termina o meu roteiro e começa o viés do modelo de linguagem? Ao analisar estruturas narrativas com base em Vladimir Propp, percebi que a IA pode replicar fórmulas, mas raramente subverte a lógica sem uma direção humana agressiva.

A Perda da Nuance: Em vídeos como o da "Raid épica no All Star Tower Defense", a IA é excelente para descrever o óbvio, mas falha em capturar o entusiasmo genuíno e a "alma" da comunidade gamer que só um jogador humano possui.

III. Síntese: A Autoria Híbrida e o Futuro da Educação

A produção destes vídeos — desde o meu primeiro jogo interativo no Twine até o uso de Valhala para explicar a Páscoa sob uma ótica cultural — me levou a uma conclusão dialética:

A autoria na era da IA não é sobre "quem apertou o botão", mas sobre quem curou a intenção. A IA não "criou" meus vídeos sobre mangás ou GTA; ela processou meus comandos. Contudo, ignorar que o algoritmo molda a estética final é uma falácia de ego.

Minha Proposta de Evolução: Devemos transitar do conceito de "Autor Solitário" para o de "Arquiteto de Fluxos". O valor do meu trabalho não está na execução técnica, que a máquina agora domina, mas na capacidade de conectar mundos — como usar um game de vikings para discutir tradições religiosas.

Pergunta Socrática: Se o valor da arte reside na intenção humana, por que nos sentimos tão ameaçados por uma ferramenta que apenas acelera a execução dessa mesma intenção?

Referências da Produção Experimental (TikTok):

Educação & Games: Ancestors, Dawn of Man, GTA, Valhala.

Análise de Narrativas: Berserk, The Witcher, Vladimir Propp.

Interatividade e Cultura: Twine Game, Leitura de Mangás, All Star Tower Defense.

Minha produção de Conteúdo com IA (TikTok):

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