P. EaD: planos para meu High School

Hoje, mais do que mostrar um projeto pronto, quero compartilhar com vocês o mapa da minha jornada. Estou prestes a começar uma etapa super importante: o High School, e com ele, o desafio de construir um Capstone Project consistente pela Clonlara School.

De cara, me deparei com uma questão: como unir minhas paixões – que vão do teatro à construção com Lego, e da análise de animes à discussão sobre Inteligência Artificial – em um único grande projeto? O risco era meu portfólio parecer uma coleção de hobbies, e não um percurso artístico sério.

Foi aí que encontrei o fio condutor que une tudo: A Narrativa Além da Tela. Ou seja, como as histórias que amamos (nos fandoms, nos games, nos filmes) ganham vida nova quando a gente as interpreta, constrói e repensa.

Meu plano para o High School é, justamente, investigar esse processo. Quero explorar como um jovem artista pode se apropriar de universos narrativos existentes para criar algo novo, usando três "laboratórios" principais:


🎭 Ato 1: O Corpo que Conta Histórias (Dimensão Performática)

Tudo começa aqui. No teatro e na dublagem, o instrumento de trabalho sou eu: meu corpo e minha voz. A ideia é usar minha formação no curso de teatro da UniFESO Pro-Arte e os cursos de dublagem para entender, na prática, como um personagem "ganha vida". Como a postura, o ritmo e a emoção transformam uma linha do roteiro em ação dramática? É a teoria saindo do papel e virando cena.


🧱 Ato 2: O Mundo Físico das Ideias (Dimensão Material e Espacial)

E quando a cena sai do palco e vira objeto? É aí que entram as construções com Lego, sucata e meus bonecos Dummy 13. Aqui, o cenário vira um "texto tridimensional". Cada peça encaixada, cada articulação de um boneco, reflete escolhas que aprendi no teatro: a postura do personagem, a tensão de uma cena, a iluminação de um ambiente. É como se o palco virasse um mundo em miniatura, aplicando conceitos de design e até de física para materializar a ficção.


💡 Ato 3: Quem é o Autor na Era Digital? (Dimensão Crítica e Tecnológica)

Pra fechar o ciclo, vem a grande reflexão. Depois de sentir a história no palco e construí-la no mundo físico, chegou a hora de pensar sobre ela. Num mundo de remix, fanfics e IAs generativas, o que significa ser autor? Minha ideia é usar minha bagagem de fã de mangás, animes e games para analisar criticamente como a tecnologia e o afeto dos fandoms estão reconfigurando a criação artística. É o momento de questionar, problematizar e transformar consumo cultural em pensamento intelectual.


O Que Une Tudo Isso?

Esses três "atos" não são projetos separados. Eles são as faces de uma mesma moeda. O teatro me ensina a expressar; a construção me ensina a estruturar; e a reflexão crítica me ensina a compreender.

O objetivo final não é só aprender a atuar, construir ou analisar. É entender como uma narrativa se transforma quando eu, como jovem artista, assumo meu papel de autor. É documentar essa transição entre linguagens – do corpo para o objeto, do objeto para a ideia – e transformar minha paixão em uma investigação autoral consistente.

Essa jornada não só atende aos requisitos do meu High School, mas também constrói, passo a passo, a base prática e teórica que um dia vou precisar para buscar meu registro profissional (DRT). É a prova de que o "fazer", o "sentir" e o "refletir" andam juntos.

Vai ser uma jornada e tanto, e prometo trazer os bastidores de cada etapa aqui para o blog. Conto com a torcida de vocês!

E aí, alguém mais por aí pensa em unir diferentes paixões em um grande projeto? Vamos trocar ideias nos comentários!


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