P. Ilustrações: Lei do 70/30 e próximos passos

A "Lei do 70/30" (também conhecida como regra 70-30 ou proporção de dominância) é um conceito que vem do design visual, das artes plásticas e do cinema, e é muito usado para criar composições mais dinâmicas e agradáveis aos olhos. No contexto do meu projeto de Geometria Transformacional, ela funciona mais ou menos assim:



O que diz a lei?

A lei sugere que para uma composição visual ser equilibrada e interessante, um elemento (ou grupo de elementos) deve ocupar cerca de 70% do espaço ou da atenção, enquanto o outro fica com os 30% restantes.

Isso cria uma relação de dominância e subordinação. Se tudo tiver o mesmo tamanho (50%-50%), a imagem pode ficar monótona, estática ou sem graça. Se a diferença for muito grande (95%-5%), o elemento menor pode parecer um erro ou algo sem importância.


Como ela se aplica ao meu projeto de personagens?

Posso aplicar essa lei de várias maneiras na criação de cartoons:

1. Proporção entre Cabeça e Corpo:

   · Em humanos realistas, a proporção é algo como 1:7 (cabeça pequena, corpo longo).

   · Em muitos cartoons estilizados, aplica-se a "Lei do 70/30" invertendo ou exagerando isso. Por exemplo: A cabeça (elemento de expressão) ocupa 70% do tamanho total do personagem, e o corpo (elemento secundário) ocupa os 30% restantes. Isso cria um foco imediato na expressão facial.

2. Contraste entre Formas (Formas Grandes vs. Pequenas):

   · A lei também sugere que você use 70% de formas grandes e simples no design do personagem, e 30% de formas pequenas e detalhadas (ou vice-versa).

   · Exemplo: Um personagem pode ter um tronco enorme e retangular (70% do volume) com pernas finas e curtas (30%). Isso cria um contraste visual que é automaticamente interpretado como cômico ou instável.

3. Espaço Positivo e Negativo:

   · Na composição da cena ou do personagem, 70% pode ser o personagem em si, e 30% pode ser o espaço vazio ao redor, ou os detalhes menores (botões, brilho nos olhos, acessórios).


Por que ela é importante no meu estudo?

Mencionar a "Lei do 70/30" no meu projeto é uma forma de mostrar que não estou apenas desenhando de olho, mas aplicando princípios matemáticos e de design de forma consciente, usando uma fórmula de equilíbrio visual para decidir o quanto distorcer ou exagerar uma parte do personagem sem perder a harmonia.

Em resumo: é a matemática do que parece "certo" aos olhos, explicando por que um exagero funciona e outro não.


"Próximos Passos", com ênfases um pouco diferentes:


Opção 1: Foco na Continuidade Técnica (Ligação direta com o projeto atual)

Próximos Passos: Aprendizagem Contínua

Agora que compreendo como controlar a estrutura e a proporção dos meus personagens, sinto que estou pronto para dar vida a eles de uma nova forma. No próximo semestre, quero explorar como a teoria das cores pode interagir com essas bases geométricas que estabeleci.

Meu objetivo será estudar como esquemas de cores complementares e análogas podem criar diferentes humores e personalidades nos personagens. Por exemplo: será que um personagem com proporções exageradas (cabeça 3:1) causa uma impressão diferente se for pintado em tons quentes e complementares versus tons frios e análogos? Quero descobrir como a cor pode reforçar ou subverter o equilíbrio visual que aprendi a construir com a "Lei do 70/30".

Assim como a grade de perspectiva foi a ponte entre a matemática e o traço, a cor será a ponte entre a forma e a emoção.


Opção 2: Foco na Narrativa (Personagens e histórias)

Próximos Passos: Aprendizagem Contínua

Dominar as proporções e a geometria dos personagens me deu uma base sólida, mas percebi que um desenho tecnicamente correto ainda pode parecer "vazio" se não transmitir uma emoção. No próximo semestre, quero dar o próximo passo natural: explorar como a teoria das cores pode preencher essa lacuna.

Planejo estudar esquemas de cores complementares e análogas para entender como eles influenciam a percepção psicológica de quem vê o desenho. A ideia é criar uma espécie de "biblioteca de humores": aprender a usar o contraste de cores para gerar tensão ou dinamismo, e as cores análogas para passar harmonia ou melancolia. Isso será essencial para que, no futuro, meus personagens não apenas tenham formas interessantes, mas também contem histórias através das cores que vestem.

A jornada continua: da estrutura (geometria) para a emoção (cor) .

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