P. Ilustrações: Matemática e Reflexão sobre o Processo

Ao longo deste projeto, descobri algo fundamental sobre a minha forma de aprender e criar: eu preciso ver a matemática para entendê-la. Percebi que não bastava saber que "a cabeça deve ter 1/3 do corpo" ou que "os olhos ocupam 1/5 do rosto". Esses números, sozinhos, eram abstratos demais para mim.

Meu exercício:


Aprendi que sou uma artista que pensa em espaços, formas e relações visuais, e não apenas em números. Foi somente quando comecei a sobrepor as grades de perspectiva no Infinite Painter que os conceitos de razão e proporção fizeram sentido visual para mim. A grade se tornou a minha "calculadora gráfica": em vez de calcular 1/3 no papel, eu podia ver o terço, sentir o equilíbrio e ajustar o exagero com precisão cirúrgica.

Outro exercício:



Essa descoberta me mostrou que minha inteligência artística não é separada da matemática; ela apenas precisa de uma ponte. A tecnologia (o aplicativo) e as ferramentas visuais (as grades) foram essa ponte. Em projetos futuros, em vez de lutar contra a minha natureza visual, quero abraçá-la: se for estudar anatomia, buscarei diagramas sobrepostos; se for estudar luz e sombra, usarei modelos 3D. Entendi que minha melhor forma de aprender não é decorar, mas enxergar.

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