P. Videogames: O que é Transmidia?

Estou super animado para compartilhar o que tenho aprendido sobre transmídia. Minha mãe, Raquel, que adora estudar essas coisas, já tinha me falado sobre isso há um tempo, mas agora que estou no High School e mergulhando em universos como The Witcher, estou entendendo melhor como tudo se conecta.


Bom, transmídia, basicamente, é quando uma história se espalha por várias mídias diferentes — quadrinhos, videogames, séries, livros — e cada uma delas adiciona algo novo ao universo, sem simplesmente repetir o que já foi contado. Minha mãe me mostrou um trecho de Henry Jenkins que explica isso muito bem:


"Uma narrativa transmídia se desdobra por múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto fazendo uma contribuição distinta e valiosa ao todo.”


Ou seja, não é só pegar um filme e transformar em jogo, mas sim expandir aquele mundo, adicionando novas histórias e pontos de vista.


Exemplos que eu vivi


Pra entender melhor, vou contar um pouco das minhas experiências com a Marvel, DC e agora The Witcher. Quando eu era mais novo, minha irmã Ana e eu jogamos todos os games da LEGO Marvel e DC. A gente já conhecia as histórias dos quadrinhos e dos filmes, mas os jogos trouxeram coisas novas, como interações engraçadas entre personagens que nunca tinham se encontrado nos filmes, e até missões extras que exploram partes do universo que nos quadrinhos eram só mencionadas de leve.


Nos filmes da Marvel, por exemplo, a gente vê o Homem de Ferro liderando os Vingadores, mas nos jogos da LEGO, podemos brincar com heróis que aparecem pouco nos filmes, como o Howard the Duck! Isso é uma expansão transmídia, porque não só repete o que já foi contado, mas adiciona coisas novas e dá mais profundidade ao universo.


Agora, The Witcher


Agora que comecei a jogar The Witcher 3, percebi que é um exemplo perfeito de transmídia. Primeiro, vi a série na Netflix com minha família e adorei o Geralt de Rivia lutando contra monstros e se envolvendo em conflitos políticos. Mas quando comecei o jogo, vi que há muito mais detalhes sobre o mundo, como as escolhas morais que o jogo nos força a fazer e que mudam a história de formas que a série não consegue mostrar.


Além disso, estou lendo os quadrinhos da Dark Horse, e eles trazem histórias de Geralt que não aparecem na série ou no jogo, explorando outras caçadas e personagens que expandem o universo. E tem também o livro de arte The Witcher 3: Wild Hunt ArtBook, que mostra como os desenvolvedores criaram esse mundo incrível, com todos os detalhes que fazem ele parecer tão real.


Outro livro que estou curtindo muito é The Witcher Official Cookbook, que tem receitas inspiradas na culinária do universo de The Witcher. É muito legal pensar que até a comida faz parte da expansão transmídia, porque ela nos ajuda a nos sentir ainda mais dentro desse mundo.


O que aprendi sobre transmídia com The Witcher


Com tudo isso, percebi que The Witcher é um exemplo perfeito de como a transmídia pode enriquecer um universo de formas diferentes. A série nos dá uma visão cinematográfica da história, os jogos nos colocam no controle das decisões de Geralt, os quadrinhos mostram histórias paralelas e os livros de arte e culinária ajudam a mergulhar ainda mais nesse universo.


E Jenkins diz algo que faz muito sentido aqui:


"O consumidor transmídia assume um papel ativo, caçando fragmentos de história distribuídos em várias plataformas para construir um entendimento mais profundo do mundo narrativo."


Isso me fez perceber que não é só sobre consumir conteúdo, mas sim explorar e conectar todas essas peças para entender melhor esse universo.


Bom, essa é a minha visão até agora sobre transmídia. Vou continuar explorando e, em breve, vou postar sobre como a narratologia me ajuda a entender todas essas adaptações e conexões entre as mídias. 


Comentários