P. Ilustrações: Geometria Analítica e Percepção Visual

Quando eu comecei esse projeto, eu queria entender de verdade como dar vida a desenhos que, no papel, são completamente parados. A ideia era simples na teoria: usar perspectiva e escala pra criar cenários com profundidade em estilo cartum, daqueles que fazem o olho do observador passear pela cena, mesmo que nada esteja se mexendo. Mas a prática... ah, a prática foi uma viagem muito mais divertida e matemática do que eu imaginava.

Me joguei nos fundamentos primeiro. Estudei perspectiva de um, dois e três pontos de fuga. Mas o que mais me fascinou foi como a escala, por si só, já define o que importa na ilustração. Um personagem enorme no primeiro plano não é só um personagem grande — ele é o protagonista, o foco, a emoção da cena. A hierarquia visual virou quase um jogo de poder entre as formas. E o melhor: tudo ancorado em geometria — calcular como distorcer uma forma sem que ela vire uma mancha irreconhecível. Para mim, o auge do exagero com legibilidade.

Para tudo isso sair da teoria, pesquisei como uma detetive. Assisti tutoriais que me salvaram a vida: um sobre como montar uma grade isométrica direto no tablet, outro sobre dominar o ponto de fuga na tela (ambos do TikTok, rápidos e certeiros), e um vídeo mais longo no YouTube, "Explorando arte e matemática", que conectou pontos na minha cabeça sobre como a arte que eu amo está cheia de números e lógica, sem perder a magia.

Por fim, juntei toda essa bagunça criativa e organizei nesta postagem aqui no Blogger do meu Clube de Estudos, com todos os links dos timelapses dos meus esboços abaixo, que estão salvos no meu TikTok (@ninhaencantada). É um diário visual. 



















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