P. Videogames: The Legend of Zelda
Estou jogando The Legend of Zelda: Breath of the Wild e uma das coisas mais legais é como a narrativa não segue um caminho reto. Não é como em outros jogos, onde você tem que fazer uma missão atrás da outra até o final. Aqui, o mundo é gigante e você pode explorar como quiser, na ordem que preferir. Isso me dá uma sensação de liberdade enorme! Tipo, eu posso ignorar a história principal por horas e ficar só explorando montanhas, florestas e ruínas antigas. Cada canto tem algo novo, e isso faz com que a exploração seja parte essencial da narrativa. Eu descubro pedaços do passado de Hyrule em santuários, em diários que encontro, e nas lembranças da Zelda e do Link, e cada descoberta faz a história se revelar aos poucos.
Um tema que me marcou muito é o de sacrifício. Zelda, a personagem, passa grande parte da história tentando despertar o poder dentro dela, mas é só no final que ela realmente consegue. Ela sacrifica sua liberdade e juventude para manter o Calamity Ganon selado, enquanto Link estava em um sono profundo se recuperando. Isso me fez pensar muito sobre o que significa abrir mão de algo por um bem maior. O sacrifício dela não é só sobre lutar, mas também sobre a pressão que ela sente desde pequena, com todos esperando que ela seja a salvadora. Isso também conecta com o tema de herança, porque tanto Zelda quanto Link herdaram essas responsabilidades enormes. Link é o herói escolhido pela espada mestra, e Zelda é herdeira do poder divino, ambos carregando o peso das expectativas de seus ancestrais.
É meio triste pensar que eles não têm muita escolha, que já nasceram com esses papéis, e como isso molda toda a jornada deles. Eu me pergunto como seria se eles tivessem tido a liberdade de escolher outros caminhos, como eu tenho no jogo.
Em The Legend of Zelda: Breath of the Wild, os personagens principais seguem alguns arquétipos bem clássicos, mas com toques únicos que os tornam mais complexos.
Link, por exemplo, é o arquétipo do herói silencioso. Ele não fala, mas suas ações dizem tudo. Ele segue o arco do herói de muitas histórias: um escolhido que precisa salvar o mundo. Só que o arco dele é mais sobre redescobrir quem ele é e o que aconteceu antes. Link acorda sem memória e, enquanto explora Hyrule, vai lembrando aos poucos de sua conexão com Zelda, dos campeões e de sua missão de derrotar Ganon. O arco dele é de resiliência e serviço, porque mesmo sem se lembrar de seu passado, ele escolhe cumprir seu dever. Ele simboliza a força silenciosa e o sacrifício pessoal em prol de um bem maior, mas também carrega esse fardo com uma serenidade impressionante.
Zelda é o arquétipo da donzela em perigo, mas não de uma forma simples. Ela está presa, sim, segurando o Calamity Ganon por mais de 100 anos, mas seu arco é mais profundo que isso. No começo, Zelda é alguém cheia de dúvidas e medos. Ela não consegue acessar seu poder divino e sente a pressão de ser a salvadora de Hyrule por causa de sua linhagem. Ela segue o arco de autoaceitação e crescimento, onde precisa entender que não é só o poder divino que a define, mas sua coragem e determinação. Ela passa por uma jornada interna, tentando lidar com as expectativas impostas a ela, e no final, se sacrifica pelo bem do reino, o que a torna uma figura trágica e heroica ao mesmo tempo.
Os quatro campeões — Revali, Mipha, Daruk e Urbosa — representam o arquétipo do companheiro guerreiro ou aliado, cada um com personalidades e histórias próprias. Revali, por exemplo, tem um arco de rivalidade com Link. Ele começa sendo arrogante, se achando superior, mas no fundo, ele só quer ser reconhecido. O arco dele é sobre humildade, mesmo que isso só se revele mais tarde. Mipha, que tem um amor não correspondido por Link, representa o sacrifício incondicional. Seu arco é sobre cuidar e proteger, algo que ela faz mesmo após a morte. Daruk e Urbosa têm arcos mais centrados no dever e lealdade, mas cada um reflete os temas de legado, pois todos os campeões se sacrificam para dar uma chance à próxima geração de vencer.
Finalmente, o Calamity Ganon é o típico vilão sombrio e destruidor, representando o caos absoluto. Ele não tem uma grande profundidade, mas simboliza o mal ancestral que volta ciclicamente, o que reforça o tema de herança no jogo. A luta contra ele é mais sobre restaurar o equilíbrio e cumprir o destino, o que conecta com os arcos dos heróis, que estão sempre lutando para preservar a ordem.
Esses arquétipos e arcos juntos criam uma história sobre legado, sacrifício e a inevitabilidade de enfrentar os próprios medos e responsabilidades, algo que vai muito além de apenas "salvar o mundo".

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