P. Histórias: Como a Estrutura Narrativa Influencia Jogos e Quadrinhos

Nos últimos meses, tenho estudado como a estrutura narrativa funciona em jogos e quadrinhos, e percebi o quanto ela influencia essas duas formas de contar histórias. Tanto nos quadrinhos quanto nos jogos, a narrativa precisa ser bem organizada para fazer a gente se sentir dentro daquele mundo. Mas elas funcionam de maneiras diferentes.


Nos quadrinhos, tudo depende da ordem dos quadrinhos (os "panéis") e das falas dos personagens. A gente vai lendo quadro a quadro e, mesmo sem perceber, nosso cérebro organiza o tempo e o espaço da história. Quando um autor usa bem essa estrutura, ele consegue criar suspense, fazer a gente rir ou até nos surpreender com uma reviravolta, tudo por causa da maneira como ele planeja o que vem em cada quadro. Uma coisa que aprendi é que quadrinhos podem usar o formato de página pra criar ritmos diferentes, como acelerar a ação ou fazer uma pausa dramática. Os cursos de Albert Monteys e Sam Hart me ajudaram bastante a entender os quadrinhos.



Nos jogos, a narrativa é mais interativa, porque quem controla a história somos nós, os jogadores. Mesmo assim, a estrutura é fundamental. O design das fases, os diálogos e as escolhas que podemos fazer moldam a nossa experiência. Alguns jogos seguem narrativas lineares, em que a gente só segue uma história predefinida, enquanto outros, tipo RPGs, nos deixam tomar decisões que mudam o rumo da história. O legal é que, mesmo quando a gente faz escolhas, os criadores dos jogos planejaram diferentes caminhos narrativos que mantêm a história coerente, mesmo com nossas decisões. Os cursos de Arturo Monedero e Victor Ojuel me ajudaram bastante a entender a organização da narrativa nos videogames.


No geral, eu acho muito interessante como a estrutura narrativa é usada de formas criativas tanto nos quadrinhos quanto nos jogos. Cada escolha de narrativa, como flashbacks, diálogos ou até o design do ambiente, afeta diretamente a forma como a gente entende e se conecta com a história. Isso me fez ver que não é só o que está sendo contado que importa, mas também como a história é contada.


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